Por Samantha Signor

Muito se ouve falar sobre comércio eletrônico, loja virtual, e-commerce, vender pela internet etc… Há anos vem se falando que é o futuro dos negócios, mas hoje na verdade já é o presente de muitos, não somente de lojas físicas que também se tornaram virtuais, mas de muitos negócios e profissões que precisaram fazer uso da tecnologia para se manter atualizados no mercado com ferramentas de automação que facilitem o dia a dia. Com a pandemia, mais do que nunca ficou provado essa necessidade de sermos multi-canais. Pode não parecer o quanto se faz presente no nosso dia a dia, mas o simples fato de publicar nas redes sociais e atender seu cliente pelo WhatsApp é uma forma de comercio eletrônico, já que hoje temos contato direto com nossos clientes através dos aparelhos celulares. O fato é que as ferramentas de automação podem se adaptar de acordo com o tamanho de seu negócio, trazendo muitas possibilidades de crescimento e controle de todos os dados, atendimentos, faturamento, etc…

Quando começamos a digitalizar nossa empresa (Viccina), isso a mais de 12 anos atrás, o objetivo era associar ferramentas para auxiliar a venda no processo físico e virtual atendendo B2B (lojistas) e B2C (consumidor final).  Precisamos contar com um sistema de gestão estruturado e confiável. Como somos indústria, toda a compra e cadastro de fornecedores, matéria prima e consequentemente cadastro de produto criado com suas respectivas referências e variações de cores, tamanhos, fotos, ficha técnica, ficha de custo, cálculo de imposto, frete, controle de estoque, etc, todas as informações são armazenadas nesse sistema ERP (sistema de gestão integrado)  o que foi integrado a uma plataforma de e-commerce e esses dados são levados de forma automática pra Loja virtual e ramificado para os marketplaces parceiros (dafiti, canui, tricae, mercadolivre, netshoes, zattini, webcontinental, madeiramadeira, shoptime, submarino) e redes sociais. Parece fácil falar, mas nem sempre foi assim, (não que hoje seja tão simples) tivemos algumas plataformas que não tinham essa facilidade de integração ou seja o processo era 100% manual, o controle era muito difícil e tinha que ter um estoque físico maior já que cada marketplace tinha seu estoque individual.

 Hoje o mercado brasileiro já está muito mais maduro e avançou significativamente em termos de integrações entre Erps (sistema de gestão integrado) e plataformas de lojas virtuais. Existem infinidades de opções no mercado onde você pode escolher por onde começar e quanto quer investir. Basicamente a estrutura de comércio eletrônico de produtos se resume a ERP x plataforma x marketplaces x redes sociais x demais ferramentas de automação.

Gostaria de destacar a importância do marketing 360 que resumidamente é um conjunto de ações que envolvem campanhas de trafego pagas (google ads e face ads), ações orgânicas onde é ranqueado pelo google por relevância no caso de blog, o próprio seo da plataforma “google meu negócio”, onde o objetivo é gerar interesse no público e converter em venda. É um departamento tão importante quanto outro dentro da empresa.

Costumo comparar o comércio eletrônico a quando você adquire um carro, o ERP e a plataforma é como se fosse o carro, mas quem vai pilotar, trocar óleo, abastecer, fazer toda manutenção e fazer chegar ao destino final são as ações de marketing ou seja, um não funciona sem o outro. O grande desafio é fazer essa grande roda girar e escalar os resultados. Somos acostumados que em loja física precisamos de variedade e muitas opções, no comercio eletrônico é justamente o contrário poucas opções de produtos e muito estoque destes, justamente para escalar os resultados dos produtos que estão performando bem.

 Nem entrei no mérito dos info-produtos que é o “queridinho do momento” que mais está transformando a forma ensino, mercado gigantesco com margem muito maior e escalabilidade nem se fala. Muitas profissões surgiram com toda essa transformação digital dentre elas, gestor de tráfego, gestor de conteúdo, comunicação, gestor de e-commerce, gestor de lançamento, branding, conteúdo, social mídia, web designer, influencer, fotógrafos, videomaker. É um mercado gigantesco que está transformando o dia a dia das pessoas desde a forma de trabalhar até a forma de consumir.

 Nosso país está avançando de forma crescente, mesmo sabendo que outros países de primeiro mundo já tem esse mercado muito mais maduro. Sendo assim, temos muito campo para trabalhar, o que não podemos é tratar o comércio eletrônico como um “puxadinho da empresa”, é um negócio tão importante como qualquer outro, nosso desafio é nos mantermos atualizados e acompanhar essa velocidade tecnológica e associar o mundo físico do virtual.

Samantha Signor – Designer – Sócia Proprietária da Viccina

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