Apesar do otimismo do início do ano, tivemos o corona vírus, que gerou medo, desemprego, lockdowns, fechamento de comércio, restrição de viagens, guerra política, briga por vacinas, entre outros problemas. E o resultado, todos sabemos.

O corona vírus ainda está por aí. A vacina está chegando e a tendência é que dentro de breve, estará disponível para todos que desejarem se vacinar.

Com isto, voltamos a pergunta do título: o que esperar de 2021?

A equipe econômica do ministro Paulo Guedes, lançou no final de 2020, uma nota informativa para a população onde traçou a retrospectiva do ano que se passou e quais perspectivas para este 2021.

Nas perspectivas, o governo trabalha com três desafios para este ano novo: emprego, crédito e consolidação fiscal. Existe uma expectativa que a economia continue reagindo, uma vez que a taxa de juros, tanto no mercado interno como no mercado internacional, está baixa, o que acaba barateando os juros dos empréstimos bancários.

Vários projetos de lei, proposta de emendas constitucionais, reformas, etc., já estão no congresso nacional. Cada vez que um projeto desses é aprovado, damos um passo adiante na economia.

Existe uma previsão de crescimento do PIB que deverá ficar acima de 3%, enquanto agências independentes, como a Focus, prevê um crescimento de até 3,4% para 2021.

A equipe lembrou também que a vacinação está ganhando força em todo mundo, e como as taxas de juros mundiais deverão se manter em patamares baixos, como já citado anteriormente, é possível que entre em nosso país, recursos de capitais internacionais, que buscam melhores oportunidades de retorno. Isso, atrelado ao preço das commodities, que estão em alta, favorece os produtores que disporão de maiores recursos para investimento e consumo.

Por fim, o governo está empenhado em manter seu ajuste fiscal, tentando não gastar mais do que arrecada, para ter uma estabilidade financeira e manter o crescimento econômico de forma constante.

E como tudo isto reflete para nós, pequenos e médios empresários e empreendedores?

Teremos uma economia mais aquecida, com consumidores gastando mais; consequentemente, as indústrias terão que aumentar a produção, o que poderá levar a uma retomada no emprego, diminuindo o desemprego que assombra o país.

Além disso, o crédito terá um período de estabilidade com juros baixos, o que ajudará as empresas e pessoas que querem fazer investimentos e precisam contrair empréstimos.

Existem boas perspectivas sim, para o ano de 2021. Não é o otimismo que tínhamos no início de 2020, porém, a tendência é que este ano termine melhor do que está começando.

Vamos torcer (e trabalhar) para isto.

Fonte:

https://www.gov.br/economia/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-informativas/2020/ni-a-evolucao-da-economia-ao-longo-de-2020.pdf

Leonardo Portolan é Sócio administrador na Assiscon

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